O animal diante de mim
E olho-lhe bem de perto nos olhos...
E pergunto-lhe
De que lado deste vidro estas?
E se tudo o que esta a nossa volta
Não fosse tal como parece?
E se esta jaula em que vivemos
Fosse construída por nós?
Será que é isto tudo que queremos ser?
Se olhasses deste lado do vidro
Verias tudo aquilo que querias ver?
Será que te encontravas amedrontado por ver?
Que nos criamos a nós próprios...
Semeando as mentiras que escolhemos acreditar
E se olhares bem o teu reflexo...
Era isso tudo que querias ser?
Estará tudo no seu devido lugar?
Existirá o lugar certo?
Tudo antes do tempo e para além da razão
E continua.... continua... continua
Explodindo em cada artéria um argumento
Porque nunca havemos de morrer
Nunca para além do nosso tempo
Agradecidos por qualquer sentimento
Que nos faça desejar estar mais atentos
Mas não fiques excitada pela minha confissão
Espera pelos teus deuses....
Porque eu vou volta-lo a fazer de novo
Reza, enquanto cegas
Reza, enquanto ensurdeces
Hão de te comer viva, não é surpresa
Por-te a chorar, e mentir-te
E eu hei-de fazê-lo de novo
Nem que seja para viver mais um pouco
Entrincheirado no meio das tuas coxas
Por detrás do teu desejo
Pronto a explodir
Mas porque raio esperas
O teu deus está a vir, e eu também...
Reza, enquanto me cegas
Reza, enquanto me ensurdeces
Reza, enquanto me sugas
Havemos de nos comer vivos
Enquanto teimamos em ficar de pé
De costas voltadas
Abraçados ao nosso reflexo
Enquanto o diabo nos corta os olhos
E deixamos de ver
De nos ver
De viver
E olho-lhe bem de perto nos olhos...
E pergunto-lhe
De que lado deste vidro estas?
E se tudo o que esta a nossa volta
Não fosse tal como parece?
E se esta jaula em que vivemos
Fosse construída por nós?
Será que é isto tudo que queremos ser?
Se olhasses deste lado do vidro
Verias tudo aquilo que querias ver?
Será que te encontravas amedrontado por ver?
Que nos criamos a nós próprios...
Semeando as mentiras que escolhemos acreditar
E se olhares bem o teu reflexo...
Era isso tudo que querias ser?
Estará tudo no seu devido lugar?
Existirá o lugar certo?
Tudo antes do tempo e para além da razão
E continua.... continua... continua
Explodindo em cada artéria um argumento
Porque nunca havemos de morrer
Nunca para além do nosso tempo
Agradecidos por qualquer sentimento
Que nos faça desejar estar mais atentos
Mas não fiques excitada pela minha confissão
Espera pelos teus deuses....
Porque eu vou volta-lo a fazer de novo
Reza, enquanto cegas
Reza, enquanto ensurdeces
Hão de te comer viva, não é surpresa
Por-te a chorar, e mentir-te
E eu hei-de fazê-lo de novo
Nem que seja para viver mais um pouco
Entrincheirado no meio das tuas coxas
Por detrás do teu desejo
Pronto a explodir
Mas porque raio esperas
O teu deus está a vir, e eu também...
Reza, enquanto me cegas
Reza, enquanto me ensurdeces
Reza, enquanto me sugas
Havemos de nos comer vivos
Enquanto teimamos em ficar de pé
De costas voltadas
Abraçados ao nosso reflexo
Enquanto o diabo nos corta os olhos
E deixamos de ver
De nos ver
De viver



