quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

(P)arabola (P)aralelo (P)antomina...


Fechando os ciclos
Abrindo as portas
Travando batalhas épicas
Jogos de luz e côr
Tudo na imediatez do movimento
Do sabor aquecido
Pela acidez ingerida...
Instalada
Que prolifera pelas artérias do pensamento
Sonhos liquidos e realidade lisérgica
Estou retardado...
E sopro como um comboio
A vapor, a todo o gás!!!
Inspiro e fomento
Expiro em tormento
É tudo àgil e...
Como o fumo, Inquieto!!!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

opening thee eye


Mais tarde ou mais cedo
Havemos de saber a verdade
Que fomos moldados pela erosão do vento,
Crescemos, plantados em terra,
Regados pela chuva.
E o fogo nos deu a vida, o calor.
Que temos e procuramos
Tememos e enfrentámos.
Só o fogo nos deu vida,
Quando iluminou nossas formas,
E observámos toda esta bela plantação.

(...)


Copos, sangue e saudade.
O fumo mais intoxicante preenche-me as ideias.
O palpitar desta jugular deixa-me ansioso.
Sou um assassino…
Percorro todos os recantos por onde passamos,
Ruas e passeios, escadas e jardins,
Casa, praias e matos…
Assalta-me um impulso forte,
Um faro deveras inquietante,
Que eu mesmo me sinto assassinado,
E revoltado por não decidir quem será o próximo que me dará
Um pouco de vida.

procuramos respostas que não queremos...


Que será que preciso fazer!?

A brisa corre daqui para o mar, um cheiro que só sente quem sabe, cheirar é para quem pode julgar o cheiro pelo paladar.

Sempre, até … de vez em quando! Talvez … coexistamos por existência própria de assim podermos dizer, sei lá, de um erro, Humano!?... a verdade é impura , e é bem verdade que nos vestimos e tratamos de esconder os nossos atributos, nem tanto com a nossa demência , que a alimentamos por quanto e enquanto somos… e será que alguma vez fomos??! …
Levados pelo nobre cântico de quem nos quer ver colados a um horizonte, obliquo. Como uma tatuagem marca a pele directamente, a minha pintura é de forma mais surrealista, contorcida, é o suor que marca o meu corpo, por tudo o quanto faço e reajo, e sobretudo, o quanto fodo…
Mais uma vez é claro que é o cheiro e o paladar que dá realidade á nossa idade, que torna saudosas as memorias, que equilibra o incontornável piloto automático descontrolado do prazer , transpirando o êxtase e a burrice, tudo fica mais claro, e ainda mais vago do que poderia ser , do que alguma vez foi, e o vazio se torna preenchido exactamente por isso… pelas inúmeras coisas que ele nos oferece, a nós próprios com o nosso pensamento.

Deixa-me sentir um homem e mostra, prova-me que és uma mulher, a minha!
A sedução e o desejo sempre foi assim tão angustiante, de uma angustia que culmina com o clímax e o orgasmo desajustado, múltiplos, fingidos e desesperados. Todos os dias ejaculamos pela cara essa mesma semente da angustia que prolifera no nosso corpo, na nossa mente, na essência do meu ser que se apodera da força do teu ventre.