devoras-me por princípios
culpas-me de ser o inocente
o projecto acabado que não se ergue do chão
que balança abandonado
no fundo vazio de uma garrafa
não tenho opção
não tenho testemunha
não te consigo assustar
não me deixas outras opções
tenho de usar o coração
e fazer as minhas armas
construídas a partir das minhas imperfeições
estou envergonhado agora
e isso é tudo o que me resta
estou sozinho agora
e o meu medo é nu
estou vazio agora
e morto por dentro.
Não me deixas outra opção agora
senão confrontar-te
construir-te
ainda me resta um braço para lutar contigo
e apagar-te
é a suposta ironia
de não haver outra opção
o meu espírito é cru
o meu medo é nu
e estou morto por dentro.
culpas-me de ser o inocente
o projecto acabado que não se ergue do chão
que balança abandonado
no fundo vazio de uma garrafa
não tenho opção
não tenho testemunha
não te consigo assustar
não me deixas outras opções
tenho de usar o coração
e fazer as minhas armas
construídas a partir das minhas imperfeições
estou envergonhado agora
e isso é tudo o que me resta
estou sozinho agora
e o meu medo é nu
estou vazio agora
e morto por dentro.
Não me deixas outra opção agora
senão confrontar-te
construir-te
ainda me resta um braço para lutar contigo
e apagar-te
é a suposta ironia
de não haver outra opção
o meu espírito é cru
o meu medo é nu
e estou morto por dentro.




