quarta-feira, 23 de julho de 2008

1999

A alma do poeta é doente!
Tudo o que vem e vai não volta
Tudo o que ele escreve é revolta
Nada do que vê é como sente.
Introspecção, Auto-Mutilamento, Sangue por paixão
O álcool que bebe é cansaço
A forca que admira é a sorte
Mas é dos olhos o orgulho, ser devasso
E pelos dogmas, ser a morte
Plágios de vida, adágios nas tuas linhas, Dói-me (Côr-Acção)
A alma do poeta é doente!
Tudo o que não sai vai à volta
Tudo o que ele quer está à solta
Nada do que faz é como tente
Negação, Altruísta, Sangue pela mão
A sua droga é mais um passo, e cada passo mais um choque
Ser mero preto de remo erguido
Ser destemido sem ser forte
Vida não lida, Linhas perdidas, Dói-me
E é essa (a-dôr-acção).

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